sexta-feira, 25 de março de 2011

Saud,ade infinitum

CADA DIA
DIA LONGO
LONGE ACABO
A CADA TRAÇO
A CADA PASSO
A CADA LAÇO
CADA DIA EM VOCÊ
LOGO
ME ACHO
ME ACABO
ME FAÇO
TÃO DIFÍCIL QUANDO LONGE
QUANDO PERTO TÃO FÁCIL
ME ACABO
RECOMEÇO
ME REFAÇO
E TUDO NO FIM REINICIA
E NÃO PARECE NO COMPASSO
E POR SORTE
ESTE DESENHO EU MESMO TRAÇO
E RETRAÇO
RETRATO
PERPASSO
E EM VOCÊ
DE NOVO...E DE NOVO...E DE NOVO... E DE NOVOO...
NUNCA ACABO

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Lanço

No balanço me lancei ao léo
ao universo raro e não caro do extra-ordinário-extra-cotidiano
do lapso desorganizante
de qualquer estrutura que é
e por ser
logo morrerá
a entropia sempre vencerá
E ainda será algo
mesmo que seja nada
vazio
ainda será
não está fora do mundo que existe,
e fará parte de algo que o caiba
que o valha
que o acolhe
que é
sendo nada
assim sendo
se precisar
meto o pé na cova

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Send Sendo

A desejar escrevo em sombra nostálgica sob leve melancolia,
forte cansaço,
um abraço em cada palavra num jogo incansável delas que inspiram umas às outras,
o som ou a idéia das anteriores que sugerem a próxima incentivando o correr da mão com o fim-meio de alcansar-se, não se sabe ainda, por isso corre, num fluxo espontâneo e prazeroso, quase gozo.
O respeito pelo vazio que busca-fuga o espaço à preencher-se, encobrir-se, pulsando-sendo
sendo-nada, mas já deixando de não ser.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

iamoment

E chorei,
Nunca havia sentido tão frio
E senti,
Percebi que nasci,
Respirei,
meu primeiro prazer,
quando vi e ouvi,
percebi que não estava sozinho,
e amei, sorri, nunca mais parei de amar
e sofri, chorei,
foi então que a vida compreendi,
e amei, e cantei,
cantei e não pude mais parar
amei, sorri, chorei,
...

Sobre bicicletas e tendências

Haverá um dia onde ciclistas trafegarão sem medo, pois os carros quase não sairão de seus lugares
e pela primeira vez aquele senhorzinho grisalho da esquina, montado em sua magrela, sentirá seu orgulho compreendido por todo sujeito  4x4, air bags, loiras e ray ban.
Assumirão a culpa mas não pedirão desculpas,
Talvez alguns desçam em meio ao engarrafamento e tirem as roupas sorrindo, lindo.
Talvez outros apenas continuem dentro da bolha, preocupados, rancinzas.
E sentirão vergonha e culpa pelo egoísmo e por perderem o controle sob a ganância pelo poder.
E sentirão carência e medo constante por toda parte em multidões solitárias e esquizofrênicas,
engarrafados em trânsito de lamentos e tédio.
E sentirão sede, mas de água, não de sangue,
e perceberão inútil e tardiamente que as coisas agora são só coisas
e que a vida...

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

(in)genuidades

O beijo da Morte

A morte quando beija não avisa nem poupa,
Ela se antecipa no poder do vacilo,
A morte seduz para beijar sua vítima,
como tra(d)ição da vida,
o esperado imprevisível,
o beijo doce irascível,
fugaz e apaixonado,
doentio e afável.

Seu temor    é a vitória do eterno,
Seu pavor    é a força da ressurreição,
Seu amor    é o encontro da despedida,
seu rancor    é a beleza da vida,
sua vingança ?   ?   é ser fiel e temida,
seu prazer  o ímpeto inconseqüente.

O que lhe mata, é o regenerar suicida,
o símbolo que ilumina,  *  
o fim apenas da primeira parte,
o devir presente em toda arte,
o fulgor da alma que transcende a todo instante,


que vive da morte,
que morre de viver,
que chora de rir,
que ri do terror,
que morre de amor,
e ama incondicionalmente até a morte,
toda alma que vive pela sorte.














Dor Articulada

Articulação padrão,
articulação perdão,
no ártico talvez não há nada que doa mais,
aqui em baixo está a dor que não cessa jamais,
todas as preces e todos os médicos,
só  provaram que para tal dor,
não há reza e nem remédio,
não há simpatia ou descanso,
não há sossego ou desespero,
que evite nas horas inconvenientes,
a maldita e articulada dor no meu joelho.








partes
Multifacetado

para           o

todo




todos
para




as
partes.


















Chapado



Quantochorosofroenojomaudormidoeresolvidoparalisotodomundopararespirarmeumundoeparalisotodavidaparabrisabaterostoquedesgostooesgotodobrotoquelevantaenamargemtodomancobateroncodecachaçaelevantaelogoabraçasentadonobancodapraçasemprerindodadesgraçameujoelhonãotemgraxaminhabocanãotemfreiominhamãonãotemarrego.














  Nada sério

vira bola             vira bolo                 bobo vira             bobo  gira        como orgia
sopro dia           samba poesia          noite fria                 choro mia
rogo praga             tudo ou nada             julgo brasa
você alegria          eu ______
.......





























Sinestesia

Quando a sombra não reflete a cor da dor,
Quando os olhos não reconhecem o som do tom,
Quando o ouvido não percebe o “plóc!”  do toque,
Quando o perfume não toca o toque da canção,

A luz se vai, embora fica a  ``s´ ´o`m´ ´b`r ´`a´´,
E...
Num flash o silêncio se apaga,
Num estrondo a sombra grita,
Na ausência da luz,
como na orgia da dor,
como nas lágrimas do riso,
como na morte da poesia,
COMO!
E as cores dançam  na escuridão,
como na pintura da melodia,
como no retrado da canção.


URÉTRA
ERÉTA
TÊTA
ÊTA
T
TÊTA
ERÉTA
URÉTRA
PENÉTRA

que

f


o



l


g





a